O LUGAR DO INDIVÍDUO EM MAQUIAVEL E HOBBES

Autores

  • José Fernando Rodriguez de Souza

Palavras-chave:

Maquiavel, Hobbes, Individualismo, Razão de Estado, Ciência Política

Resumo

O italiano Maquiavel e o inglês Thomas Hobbes comumente surgem atrelados em
várias obras por um laço intelectual: a defesa da centralização política, da monarquia
absoluta, em última instancia. No entanto, diferenças de época, local, vivências, formação
filosófica acabam por revelar pensamentos também díspares. Os dois autores celebram a
paz, a ordem, a segurança, o entusiasmo da obediência. Mas trilham diferentes caminhos
argumentativos. Assim, aponta-se introdutoriamente para os objetivos desse estudo: fazer
uma análise que contraste a obra maquiaveliana e hobbesiana – usando como parâmetros a
noção de indivíduo, o uso operacional do conceito de razão de estado, bem como o cenário
e as circunstâncias de suas angústias e reflexões.
Pudéssemos nós, vestidos como convinha à Maquiavel penetrar no mundo dos
antigos ou de posse do mecanicismo hobbiano penetrar a solidão de sua torre de marfim,
teríamos muito mais a dizer sobre esses dois autores fundadores da ciência política
moderna, geniais inventores de vários paradigmas do estado moderno e até mesmo
democráticos. No entanto, a paixão, o brilho e o distinto envolvimento desses dois
estudiosos despertam, ainda hoje, desejos, apetites e aversões. Aqui – um sopro de luz –
que não trouxe mais claridade, se não a esse que escreve, marcado pelo desejo do
conhecimento, pelo apetite da grã-loucura que é a razão e paixão arrebatadora pela gênese
do homem/mundo modernos.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

Fernando Rodriguez de Souza, J. (2026). O LUGAR DO INDIVÍDUO EM MAQUIAVEL E HOBBES. InterSciencePlace, 1(1), 10. Recuperado de https://www.interscienceplace.org/index.php/isp/article/view/963

Edição

Seção

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