A REPETIÇÃO e O ACONTECIMENTO (horrores de guerra.)
Palavras-chave:
Repetição e Acontecimento, Freud, Guerra, PsicanáliseResumo
Sigmund Freud viveu intensamente as duas primeiras guerras mundiais. Ele foi
vítima nessas duas guerras e escreveu um artigo interessante Reflexões para os tempos de
guerra e de morte, (1915) cerca de seis meses depois de deflagrada a Primeira Guerra
Mundial, na qual perdeu um filho. Neste texto estão algumas reflexões sobre a morte sendo
uma das principais “é impossível imaginar nossa própria morte, e, sempre que tentamos
faze-lo, podemos perceber que ainda estamos presentes como espectadores”. (1919 p.327).
O criador da psicanálise pensa que na guerra esta concepção tende a mudar porque “as
pessoas realmente morrem, e não mais uma a uma, porém muitas, freqüentemente dezenas
de milhares, num único dia” (idem, p. 329).
Os anos 1920, em pós-guerra foram tormentosos em especial na Áustria e em toda a
Europa. Os países lutavam para recompor suas economias e os austríacos passaram por um
período de experiências sociais tensas, enfrentando o impasse entre a “Viena Vermelha” e as províncias católicas, entre o Partido Cristão e o Social-Cristão. Havia um saudosismo
dos resplandecentes dias de glória do império austro-húngaro. Neste pós-guerra a
psicanálise cresceu e se firmou como uma fonte para a intelectualidade austríaca e Freud,
mas do que nunca foi identificado como judeu.
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