DO CASO ÂNGELA DINIZ ÀS OCUPAÇÕES DE MULHERES: FEMINISMO CLASSISTA, POLÍTICAS PÚBLICAS E O DIREITO À CIDADE EM CABO FRIO
DOI:
https://doi.org/10.6020/1679-9844/v21a09Palavras-chave:
ocupação urbana, direito à cidade, política de gênero, interdisciplinaridade, movimentos sociaisResumo
Este artigo tem como objetivo compreender o papel do Movimento de Mulheres Olga Benario na luta pelo direito à cidade e políticas públicas de Cabo Frio, a partir da experiência da Casa de Referência Inês Etienne Romeu, ocupada em 2023. Busca analisar como o feminicídio de Ângela Diniz, ocorrido na região em 1976, que reverberou em todo país, mas principalmente no estado fluminense, servindo de ponto de partida para a reflexão sobre a construção de resistências populares diante das violências sofridas pelas mulheres. A pesquisa é orientada por uma abordagem qualitativa, construída por meio da análise documental e da observação participante. O Estado brasileiro atua de forma seletiva e racista, negando o acesso à cidade para mulheres, negras, mães e pobres. Diante disso, a ocupação da Casa Inês se apresenta como enfrentamento direto à violência e como prática de cuidado coletivo. Consideramos que a organização das mulheres em espaços como este desafia as estruturas do capital.
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