INFECÇÃO SECUNDÁRIA POR CRYPTOCOCCUS SPP. EM PACIENTES HIV-NEGATIVOS NA CONJUNTURA DA COVID-19.

Authors

  • Antonio Neres Norberg
  • Paulo Roberto Blanco Moreira Norberg
  • Fernanda Castro Manhães
  • Bianca Magnelli Mangiavacchi
  • Lígia Cordeiro Matos Faial
  • Thaís Rigueti Brasil Borges
  • Vinícius Evangelista Dias
  • Davyson Gerahdt de Souza
  • Claudia Caixeta Franco Andrade Colete
  • Renato Mataveli Ferreira Filho

Keywords:

Cryptococcus spp., SARS-CoV-2, COVID-19, Infecção secundária

Abstract

A criptococose é uma doença infecciosa com distribuição mundial causada por fungos gênero Cryptococcus, especialmente pelas espécies C. neoformans e C. gattii. Infecções por Cryptococcus iniciam-se pela inalação de partículas fúngicas que chegam até os pulmões e podem se disseminar por via hematogênica principalmente em hospedeiros com deficiências no sistema imune celular. A síndrome respiratória aguda na COVID-19 promove a diminuição da eficiência do sistema imune, seja pelo esgotamento decorrente da resposta exacerbada ou pela imunossupressão no tratamento com corticoides para a contenção da cascata de citocinas na COVID-19, facilitando o aparecimento de infecções oportunistas por fungos em pacientes que desenvolvem quadros graves da virose pelo SARS-CoV-2. O objetivo dessa pesquisa é realizar uma revisão de casos clínicos de criptococose em coinfecção com o SARS-CoV-2 ou o aparecimento dessa micose no período de convalescência pós-COVID-19 em indivíduos não infectados pelo HIV, analisando os fatores de risco e circunstâncias associadas à relação da criptococose com a COVID-19. Embora a criptococose seja uma infecção relativamente rara entre pacientes com COVID-19 e no período de convalescência da doença, essa micose oportunista pode ser responsável por uma taxa de mortalidade considerada alta (maior que 55%). A susceptibilidade à infecção por Cryptococcus spp. no contexto da doença e tratamento da COVID-19 está fortemente associada ao uso de corticosteroides e à preexistência de múltiplas comorbidades. Não é possível determinar em que grau a criptococose é responsável pela mortalidade na coinfecção ou infecção durante o período de convalescência da COVID-19. O desenvolvimento de infecção secundária por Cryptococcus spp. é indicativo de um mal prognóstico para o paciente.

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Published

2023-06-08

How to Cite

Antonio Neres Norberg, Paulo Roberto Blanco Moreira Norberg, Fernanda Castro Manhães, Bianca Magnelli Mangiavacchi, Lígia Cordeiro Matos Faial, Thaís Rigueti Brasil Borges, Vinícius Evangelista Dias, Davyson Gerahdt de Souza, Claudia Caixeta Franco Andrade Colete, & Renato Mataveli Ferreira Filho. (2023). INFECÇÃO SECUNDÁRIA POR CRYPTOCOCCUS SPP. EM PACIENTES HIV-NEGATIVOS NA CONJUNTURA DA COVID-19. InterSciencePlace, 18(1). Retrieved from http://www.interscienceplace.org/index.php/isp/article/view/504

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